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O propósito não se perde de uma vez. Ele vai se apagando, silenciosamente, entre um atendimento e outro.

Vai se desgastando nas pequenas concessões diárias — naquele “sim” dito para não decepcionar, na agenda apertada demais, nas pausas que nunca chegam. E quando você percebe, já não sente o mesmo brilho ao abrir a sala, já não escuta o próprio entusiasmo quando fala da profissão.

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Mas o propósito não desaparece de verdade. Ele apenas se esconde debaixo do cansaço, da sobrecarga e do medo de decepcionar. É como uma chama que continua acesa, mesmo que o vento da rotina tenha diminuído o seu brilho.

Há sinais sutis desse apagamento: quando você sente que não está mais crescendo, quando evita pensar nos seus próprios limites, quando a empatia começa a pesar. E, muitas vezes, o corpo e o humor avisam antes da mente — com insônia, irritação, falta de energia ou uma sensação difusa de estar “fora do lugar”.


A boa notícia é que o propósito pode ser reaceso. E isso não exige grandes mudanças de uma vez. Às vezes começa com gestos pequenos:— Rever sua agenda e liberar o espaço de um horário que não faz mais sentido.— Permitir-se ter uma pausa real, sem culpa.— Buscar conversas que te lembrem do que te move.— Estar entre colegas com quem você possa ser autêntico, sem precisar parecer “a psicóloga que dá conta de tudo”.


Reacender o propósito é também olhar para si com o mesmo cuidado que oferece aos outros. É se perguntar: o que, dentro da clínica, ainda me alimenta? O que me adoece? E ter coragem de reescolher o caminho, se for preciso.


Às vezes, esse movimento pede companhia. Um espaço onde você possa pensar em voz alta, reorganizar suas escolhas e relembrar por que começou. É para isso que existe a supervisão — não apenas como um lugar de análise técnica, mas como um espaço de resgate de sentido, de identidade e de direção.


Se você sentiu que esse texto te descreve, talvez seja hora de conversar sobre o que está pedindo por reencontro dentro de você. A gente pode fazer isso juntas, com calma, na supervisão. Porque o seu propósito ainda está aí — só precisa ser visto de novo. Acesse: @leticiamartins_psico

 
 
 

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